sexta-feira, 13 de março de 2009

Pouca vergonha.

Olá leitores, me senti obrigado a dar uma pausa nos meus afazeres para comentar a situação do transporte público de Juiz de Fora.

Aqueles que conhecem o quotidiano da cidade sabe que no ano passado houve um escândalo envolvendo o ex-prefeito e empresários do transporte público da cidade, e que devido a veracidade de tais denúncias o Ministério Público se viu obrigado a fixar o valor da tarifa no patamar vigente antes do surgimento destas, pois o reajuste sofrido era ilegal segundo peritos indicados pela justiça.

Bem, todos os cidadãos juizforanos, na última segunda-feira (09/03/09), foram obrigados a sair de suas casas mais cedo por conta da redução da frota que em ínicio de paralisação dos motoristas e cobradores rodava com 30% do efetivo. O caos foi total às 12 horas, momento em que, desrespeitando as leis de greve todos os coletivos saíram de circulação deixando cerca de 500.000 habitantes sem terem como chegar em seus trabalhos, casas, faculdades, enfim, sem terem como se locomover, uma vez que o serviço de táxis além de não dar conta de atender tanta demanda, está fora do alcance econômico de grande parte da população.

Vc deve estar me perguntando o motivo da greve, eu te respondo. Aí que mora o problema!!! Não se sabe ao certo o motivo da greve, cada parte envolvida defende o seu lado.

Cobradores e motoristas alegam defasagem na database, e estes têm razão, não estou desmerecendo os profissionais. Os empresários afirmam que é impossível conceder o reajuste, uma vez que o valor da tarifa, aquela que tinha sido reajustada para pagamento de salário extra ao ex-prefeito, voltou ao valor inicial de R$1,55. Já nós, cidadãos, temos a impressão de que tudo paraceu uma manobra dos empresários utilizando seus funcionários para pressionar a administração pública a reajustar o valor da tarifa.

Quero ressaltar que há em Juiz de Fora uma associação das empresas de transporte coletivo, a qual decide os rumos dos serviços prestados por estas empresas e que toma decisões arbitrárias sem nem ao menos consultar os maiores interessados, nós, cidadãos usuários.

Só para exemplificar, as linhas que fazem o trajeto UNIVERSIDADE X CENTRO se dão ao luxo de reduzirem seus horários à um único carro fora do período letivo da UFJF, sendo que estas linhas atendem também dois pólos importantíssimos de nossa cidade: um shopping center e um hospital, além de parte da população e trabalhadores dos bairros São Mateus, Cascatinha, Dom Bosco e São Pedro. E apesar de não estar em período letivo, há atividade tanto de alunos quanto de funcionários durante todo o ano.

Bem vou encerrar por aqui, mas confesso que ainda me preocupo, uma vez que o M.P. já disse que não vai ceder ao aumento da tarifa, os trabalhadores da classe querem seu tão merecido reajuste e os empresários dizem que não pagam enquanto a tarifa não for reajustada. Resultado, nova paralisação no dia 20/03.

A verdade é que a ganância do empresariado brasileiro está presente em todos os setores, eles não se contentam com o mais que o suficiente que já recebem, eles querem sempre mais, e mais e mais....

Abraços,
Anderson Paschôa.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Caro leitor, suas idéias são sempre bem vindas, mas lembre-se de manter a cordialidade em seus comentários. Obrigado!